quinta-feira, 16 de junho de 2011

Reino Fungi


Reino Fungi 


O ramo da biologia que se encarrega do estudo dos fungos chama se MICOLOGIA.
Organismos eucariontes, unicelulares ou pluricelulares de vida livre ou não, os fungos são encontrados  nos mais variados ambientes preferencialmente em lugares húmidos e ricos em matéria orgânica.
Admite-se que tinham se originado das algas, no entanto perderam a condição autotrófica. Nas classificações mais antigas, eles eram considerados PLANTAS TALQUITAS, isto é, como corpo em forma de talo, sem diferenciação entre raízes, caules e folhas. Eles têm características particulares que os diferenciam tanto de plantas quanto de animais, os fungos constituem hoje um reino a parte, o Reino Fungi:
 Possuem células dotadas de parede celular e sua reprodução normalmente envolve a participação de esporos, como ocorre como as plantas. Como os animais, os fungos são heterótrofos por absorção, eles exibem digestão extracorpórea, eliminando para o ambiente enzimas que digerem o alimento disponível.
A reprodução pode ser sexuada com produção de gametas, ou assexuada envolvendo normalmente a participação de esporos.
 “Os fungos, sendo heterótrofos necessitam de matéria orgânica para sobreviver desenvolve-se melhor em ambientes temperados e tropicais, mas podem ser encontrados em regiões de temperatura muito baixa, como a Antártida.”

Classificação dos fungos
Mixomycota (mixomicetas) – Grupo que abrange os fungos “gelatinosos” típicos de ambientes úmidos e sombreados.
Eumycota ( eumicetos) – Neste grupo incluem-se três classes principais: Ficomicetos, ascomicetos, e basidiomicetos. 
Ficomicetos – Podem ser aquáticos ou terrestres. Com exemplo de ficomicetos, temos os fungos de gênero Rhizopus, conhecidos como bolor preto do pão.
 Ascomicetos – Os ascomicetos ( do grego askes, ‘saco’, mikitos, ‘fungos’ ) são fungos portadores de hifas especiais em formas de saco, em cujo interior são produzidos em média, de quatro a oito axósporos.
Nos grupos dos ascomicetos estão incluídos fungos dos gêneros Saccharamycesw, neurospora, Penicillium e Aspergillus entre outros:  os dois últimos citados pertence ao grupo dos bolores marrons ou verde-azulados, comuns em pães frutas e outros alimentos em decomposição.
Basidiomicetos – Os basidiomicetos ( do grego basidian, ‘ base pequena’ miketos, ‘fungos’) conhecidos como cogumelos-de-chapeu-, orelhas-de-pau e casas-de-sapo, são fungos cuja parte vegetativa é geralmente subterrânea e consiste em micélio que se estende por vários metros abaixo do solo. Entre os Basidiomicetos, pode-se citar: OS FUNGOS CAUSADORES DAS FERRUAGENS NO TRIGO, NO CAFÉ E EM OUTRAS PLANTAS;
“Os Liquens”
São associados entre certas algas unicelulares e fungos ( principalmente ascomicetos).
Nos Liquens, as algas atuam como elementos produtores, sintetizando matéria orgânica e fornecendo parte para os fungos. Já os fungos, com suas hifas, envolvem e protegem as algas contra a desidratação, além de fornecer a eles agua e sais minerais que retiram do substrato.
Essa interação entre algas e fungos permite aos Liquens sobreviver em regiões em que poucos seres vivos sobrevivem. De fato, eles podem ser encontrados, por exemplo, sob a neve onde são importantes fontes nutritivas para animais diversos, como a rena. Sobre rochas nuas os liquens são , eom frequência, os primeiros colonizadores desagregando o material rochoso e proporcionando uma melhoria. Nas condições físicas do ambiente o que favorece a instalação de futuras populações de musgos  e outras plantas.
A reprodução dos Liquens é assexuada e se realiza através de Sorídios, estruturas microscópicas por pequenos fragmentos do corpo do Líquen, nos quais existem hifas do fungo envolvendo algumas algas. Os soridios são vistos como um pó esverdeado sobre o corpo de líquen, de onde são disseminados.
Embora muito resistentes a dissecação sob o sol forte, eles são muito sensíveis à poluição ambiental, pois absorvem com facilidade vapor d’água e íons em solução, como por exemplo, mínimos traços de poluentes, servem portanto como bons indicadores da qualidade do ar.
O fungo geralmente um ascomiceto, é o chamado micobionte heterótrofo que predomina na associação.
O organismo fotossintetizante, unicelular chamado ficobionte, é uma alga verde ou uma cianobactéria.
“ A associação dos fungos com as plantas”
Os micorrizos (mico = fungo + rizo = raiz) são fungos cujas hifas crescem abundantemente no interior das celiulas das raízes de muitas plantas. Alem de estabelecerem relações mutualísticas com outros seres vivos, os fungos exibem notável importância ecológica atuando em feral como seres compositores. No entanto muitas espécies são parasitas de plantas e de animais, inclusive os seres humanos.
 A ação decompositora dos fungos é fundamental para a vida, mas ás vezes, nos causa certos dissabores. Apresentando grande capacidade de proliferação e dispersão, os fungos podem degradar materiais orgânicas disponíveis principalmente em ambientes úmidos e poucos iluminados.
Ação parasitaria - em plantas












Atuando como parasitas de plantas e de animais inclusive o ser humano, certos fungos são agentes etiológicos de muitas enfermidades.
Na agricultura, são bastantes conhecidas as doenças causadas por fungos em plantas cultivadas como arroz, milho, feijão, soja, batata, tomate, café, algodão e outras. Entre tantos exemplos consideramos também o fungo Himéleia Vastatrik , causados a ferrugem do café, doença de dizimou grande parte dos cafezais  brasileiros na década de 1970. Mas existem espécies de fungos que desempenham importante papel na agricultura a serviço de interesses humanos. É o caso do Metarhizium ciniseplice  ele é um fungo usado em controle biológico no combate a seres claninhos as plantações como certos besouros, cigarrinhas e outros insetos.
Os fungos da espécie Aspergiclus Flavus  desenvolvem-se em grão diversos como o amendoin e a soja, liberando toxinas de maminados afeatoxinas ou  comprovada ação cancerígena.
Ação parasitaria – fermentação












Os fungos são importantes na ação dermentativa, produzindo álcool, bebidas pães, bolos e etc... Na fabricação do pão por exemplo, os fungos situados na superfície da massa realizam, em contato com o ar atmosférico, respiração aeróbica. Assim, exibem um rendimento energético maior do que aquelesd que ficam no interior da massa, sem contatro com o ar, e que realizam fermentação alcóolica.
Ação parasita – Na fabricação de antibióticos e de queijos

 











Os fungos também tem um papel de destaque na indústria de antibióticos. Afinal, foi do Penicillum notatum que Alexander Fleming extraiu a penicilina, antibiótico responsável pela salvação de milhares de vida durante a Segunda Guerra mundial. O gênero Penicilum,  além de abranger espécies de fungos fornecedoras de penicilina, compreende outras, como o Penicillium roquifort e  Penicillum camem bert ,   que são importantes na conficção dos queijos roquefort e  comem Bert respectivamente.

Ação parasitária – na espécie humana

Na espécie humana são conhecidas diversas micoses, doenças causadas por fungos. Entre  elas podemos considerar:
·         sapinho, monialise ou condidiase, moléstia causada pela fungo Candida allbicans.
·         Frieira ou pés-de-atleta, doença provocada pelo fungo Fenea pedis;
·         Blastomicose sul-americano micose grave que pode ocasionar a morte por causar lesões na pele e em órgãos internos como os pulmões.
·         Pitiariase ( do grego pityron, ‘farelo’ ) dermatose caracterizada pela produção de escamas epiteliais que se esfarelam.
Ação parasitaria – Como alimentos 

 








Certos cogumelos como as trufas ( gênero tuber) e os chapignous ( Agaricus bisporus) são utilizados como como alimentos pelos seres humanos. Entre os cogumelos comestíveis conhecidos, induzem-se atualmente os leveduras sob a designação de “fungos comestíveis”. A possibilidade da obtenção de proteínas a partir de leveduras, bactérias e algas parece enorme. As proteínas de levedura são de fácil digestão e oferecem um bom conteúdo de aminoácidos.
Reprodução dos fungos









 
Os fungos podem se reproduzir através da Reprodução Assexuada, Assexuada interna e Sexuada:
Segundo Alexoupolos, a reprodução assexuada abrange quatro modalidades:
1) fragmentação de artroconídios;
2) fissão de células somáticas;
3) brotamento ou gemulação do blastoconídios-mãe;
4) produção de conídios.
Os conídios representam o modo mais comum de reprodução assexuada; são produzidos pelas transformações do sistema vegetativo do próprie micélio. As células que dão origem aos conídios são denominadas células conidiogênicas.
Os conídios podem ser hialinos ou pigmenntados, geralmente escuros - os feoconídios; apresentam formas diferentes— esféricos, fusiformes, cilíndricos, piriformes etc; ter parede lisa ou rugosa; serem formados de uma só célula ou terem septos em um ou dois planos; apresentar-se isolados ou agrupados.
As hifas podem produzir ramificações, algumas em plano perpendicular ao micélio, originando os conidióforos, a partir dos quais se formarão os conídios. Normalmente , os conídios se originam no extremo do conidióforo, que pode ser ramificado ou não. Outras vezes, o que não é muito freqüente, nascem em qualquer parte do micélio vegetativo, e neste caso são chamados de conídios sésseis, como no Trichophyton rubrum.
O conidióforo e a célula conidiogênica podem formar estruturas bem diferenciadas, peculiares, o aparelho de frutificação, também denominado de conidiação que permite a identificação de alguns fungos patogênicos.
No aparelho de conidiação tipo aspergilo, os conídios formam cadeias sobre fiálides, estruturas em forma de garrafa, em torno de uma vesícula que é uma dilatação na extremidade do conidióforo.
Conídios de Aspergillus agrupados em forma de cabeça, ao redor de uma vesícula.
Nos penicílios falta a vesícula na extremidade dos conidióforos que se ramificam dando a aparência de pincel.
Como no aspergilo, os conídios formam cadeias que se distribuem sobre as fiálides.
Quando um fungo filamentoso forma coníios de tamanhos diferentes, o maior será designado como macroconídio e o menor microconíidio.
Alguns fungos formam um corpo de frutificação piriforme denominado picnídio, dentro do qual se desenvolvem os conidióforos, com seus conídios—os picnidioconidios. Essa estrutura é encontrada na Pyrenochaeta romeroi, agente de eumicetoma.
Corte transversal de um picnídio mostrando conídios.
Os propágulos assexuados internos se originam de esporângios globosos, por um processo de clivagem de seu citoplasma, e são conhecidos como esporoangiosporos ou esporos. Pela ruptura do esporângio, os esporos são liberados.
Reprodução assexuada interna

Os esporos sexuados se originam da fusão de estruturas diferenciadas com caráter de sexualidade. O núcleo haplóide de uma célula doadora funde-se com o núcleo haplóide de uma célula receptora, formando um zigoto. Posteriormente, por divisão meiótica, originam-se quatro ou oito núcleos haplóides, alguns dos quais se recombinarão, geneticamente.

Reprodução sexuada

Os esporos sexuados internos são chamados ascosporos e se formam no interior de estruturas em forma de saco, denominadas ascos. Os ascos podem ser simples, como em leveduras dos gêneros Saccharomyces e Hansenula, ou se distribuir em lóculos ou cavidades do micélio, dentro de um estroma, o ascostroma ou ainda ester contidos em corpos de frutificação, os ascocarpos.
Três tipos de ascocarpos são bem conhecidos: cleistotécio, peritécio e apotécio.
O cleistotécio é uma estrutura globosa, fechada, de parede formada por hifas muito unidas, com um número indeterminado de ascos, contendo cada um oito ascosporos.
O peritécio é uma estrutura geralmente piriforme, dentro da qual os ascos nascem de uma camada hemenical e se dispõem em paliçada, exemplo, Leptosphaeria senegalensis, Neotestudina rosatii.
O apotécio é um ascocarpo aberto, em forma de cálice onde se localizam os ascos.
Diferentes tipos de ascos e ascocarpos.
Basidiosporos
Os fungos que se reproduzem por ascosporos ou basidiosporos são fungos perfeitos. As formas sexuadas são esporádicas e contribuem, através da recombinação genética, para o aperfeiçoamento da espécie. Em geral, estes fungos produzem também estruturas assexuadas, os conídios que asseguram sue disseminação. Muitos fungos, nos quais não foi até agora reconhecida a forma sexuada de reprodução, são incluídos entre os fungos imperfeitos. Quando é descrita a forma perfeita de um fungo, essa recebe uma outra denominação. Por exemplo, o fungo leveduriforme, Cryptococcus neoformans, em sue fase perfeita é denominado Filobasidiella neoformans.
A fase sexuada dos fungos é denominada te teleomórfica e a fase assexuada de anamórfica.
A maior parte das leveduras se reproduzem assexuadamente por brotamento ou gemulação e por fissão binária. No processo de brotamento, a célula-mãe origina um broto, o blastoconídio que cresce, recebe um núcleo após a divisão
do núcleoda célula-mãe. Na fissão binária, a célula-mãe se divide em duas células de tamanhos iguais, de forma semelhante a que ocorre com as. bactérias. No seu ciclo evolutivo, algumas leve auras, como Saccharomyces cerevisiae, podem originar esporos sexuados, ascosporos, depois que duas células experimentam fusão celular e nuclear, seguida de meiose.
O fenômeno de parassexualidade foi demonstrado em Aspergillus. Consiste na fusão de hifas e formação de um heterocarion que contém núcleos haplóides. Às vezes, estes núcleos se fundem e originam núcleos diplóides, heterozigóticos, cujos cromossomas homólogos sofrem recombinação duruante a mitose. Apesar destes recombinantes serem raros, o ciclo parassexual é importante na evolução de alguns fungos. A tabela abaixo apresenta, de forma esquemática, os conceitos mencionados.

Para esclarecer suas ultimas duvidas, assista a aula sobre o Reino Fungi com o Prof. Dorival Filho, da cidade de Jequié na Bahia, considerado o melhor Professor de Biologia do youtube.com:





 Até a proxima galera...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Prova de Química - 15/04/2011- Concentração de soluções

Não entendeu o professor? Esta com duvidas? Quer ouvir mais explicações? Esse é o local certo para sanar suas duvidas. Á baixo três vídeos, sobre a concentração de soluções, assunto da prova de Química, desta Sexta-feira. Abraços e bons estudos...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Meningite

Meningite e Dengue sabe a diferença? 
A TV ITAPOAN fez uma pesquisa nas ruas e foi comprovado que a população Baiana, por falta de conhecimento, e instrução não sabe a diferença, olhe o vídeo:

Com essa preocupação resolvemos criar esse post falando sobre a meningite e esclarecendo todas às duvidas através de uma entrevista e com o texto abaixo:

A meningite é uma doença que consiste na inflamação das meninges – membranas que envolvem o encéfalo e a medula espinhal. Ela pode ser causada, principalmente, por vírus ou bactérias. O quadro das meningites virais é mais leve e seus sintomas se assemelham aos da gripe e resfriados. Entretanto, a bacteriana – causada principalmente pelos meningococos, pneumococos ou hemófilos – é altamente contagiosa e geralmente grave, sendo a doença meningocócica a mais séria. Ela, causada pela Neisseria meningitidis, pode causar inflamação nas meninges e, também, infecção generalizada (meningococcemia). O ser humano é o único hospedeiro natural desta bactéria cujas sequelas podem ser variadas: desde dificuldades no aprendizado até paralisia cerebral, passando por problemas como surdez.
A transmissão se dá pelo contato da saliva ou gotículas de saliva da pessoa doente com os órgãos respiratórios de um indivíduo saudável, levando a bactéria para o sistema circulatório aproximadamente cinco dias após o contágio. Como crianças de até 6 anos de idade ainda não têm seus sistemas imunológicos completamente consolidados, são elas as mais vulneráveis. Idosos e imunodeprimidos também fazem parte do grupo de maior suscetibilidade.

A doença chega a matar em cerca de 10% dos casos e atinge 50% quando a infecção alcança a corrente sanguínea e é este um dos motivos da importância do tratamento médico. Febre alta, fortes dores de cabeça, vômitos, rigidez no pescoço, moleza, irritação, fraqueza e manchas vermelhas na pele (que são inicialmente semelhantes a picadas de mosquitos, mas rapidamente aumentam de número e de tamanho, sendo indício de que há uma grande quantidade de bactérias circulando pelo sangue) são alguns dos seus sintomas.

A doença meningocócica tem início repentino e evolução rápida, pode levar ao óbito em menos de 24 a 48 horas. Para a confirmação diagnóstica das meningites, retira-se um líquido da espinha, denominado líquido cefalorraquidiano, para identificar se há ou não algum patógeno e, se sim, identificá-lo. Em caso de meningite viral, o tratamento é o mesmo feito para as viroses em geral; caso seja meningite bacteriana, o uso de antibióticos específicos para a espécie, administrados via endovenosa, será imprescindível.

Geralmente a incidência da doença é maior em países em desenvolvimento, especialmente em áreas com grandes aglomerados populacionais. Tal constatação pode ser justificada pela precariedade dos serviços de saúde e condições de higiene e pela facilidade maior de propagação em locais fechados ou aglomerados. Por este último motivo é que, geralmente, a doença é mais manifestada no inverno – quando tendemos a buscar refúgios em locais mais fechados para fugirmos do frio.

Para a meningite, as vacinas mais utilizadas são a bivalente, a tetravalente e a monovalente, em menores de 2 anos. Entretanto, não existe ainda vacina para alguns sorotipos da doença.

Evitar o uso de talheres e copos utilizados por outras pessoas ou mal lavados e ambientes abafados são formas de se diminuir as chances de adquirir a doença. Manter o sistema imunológico fortalecido e seguir corretamente as orientações médicas, caso tenha tido contato com alguém acometido pela doença são, também, medidas importantes.
E lembre-se: nunca use remédios sem prescrição médica.

O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:
A automedicação pode ter efeitos indesejados e imprevistos, pois o remédio errado não só não cura como pode piorar a saúde.

Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia
Equipe Brasil Escola
Fonte e creditos do texto: http://www.brasilescola.com/doencas/meningite.htm