terça-feira, 22 de março de 2011

A real da AIDS hoje

A AIDS vem crescendo cada vez mais entre jovens e adultos, mesmo com toda uma campanha publicitaria feita pelos órgãos competentes, através de comerciais nos meios de comunicação ate as distribuições gratuitas de preservativos em postos médicos e em festas publicas. Pensando nisso resolvemos postar esse texto de TIAGO CASAGRANDE que foi extraído do site, http://www.mood.com.br/020801/aids.htm, que abordara o avanço nos tratamentos, entre outras coisas relacionado a AIDS no Brasil e no mundo. E ainda no final do texto terá um vídeo com depoimentos e esclarecimentos de pessoas que tem soropositivo.

Por Tiago Casagrande

A AIDS é uma doença que nasceu no final da década de 70, a mesma época da maioria dos jovens de hoje. E, como eles, vem crescendo - em alguns lugares de maneira assustadora -, desenvolvendo-se, mostrando-se como um mal cada vez mais próximo das pessoas. E, embora avanços da medicina venham permitindo alguma esperança, a cura para a AIDS ainda está longe.
Em todo o mundo, cerca de 36 milhões de pessoas estão infectadas com o vírus da AIDS. A doença vem espalhando-se rapidamente na China, na Índia e em outros países do Leste Europeu. Em 20 anos, a AIDS já provocou a morte de mais de 22 milhões de pessoas. Na África, onde estão mais de 70% dos infectados, não há tratamento para impedir a epidemia nem remédios para tratar os doentes. A população produtiva está morrendo, o que só gera um aumento na situação de miséria em que muitos países vivem. Em Botswana, 1/3 da população tem HIV; na África do Sul, a taxa é de 20%, o que representa 4,2 milhões de infectados. A cada minuto, uma criança africana é infectada pelo HIV.

Alguns medicamentos vem sendo usados com relativo sucesso no combate à AIDS, mas a cura da doença, no entanto, ainda está distante, e a possibilidade de descoberta de uma vacina é remota. O vírus, que na realidade é muito primitivo, se aloja nas células e tem a habilidade de ordenar que o RNA produza múltiplas cópias; dessa forma, acaba sofrendo mutações, que podem ser resistentes aos medicamentos. Isso torna-o quase imune à medicina. Assim, o tratamento atual reduz o número de micróbios, mas não impede o contra-ataque. No mundo, 15 grandes empresas farmacêuticas pesquisam uma cura - a melhor notícia até então vem da norte-americana Merck, que conseguiu neutralizar uma raça "feroz" do HIV em macacos.
O coquetel anti-AIDS, atualmente, permite que portadores do vírus possam ter uma vida quase normal. Já foram registrados casos de pacientes que pararam de tomar o coquetel de remédios por até 14 meses sem agravar suas condições. Isso abre perspectivas de uso mais moderado das drogas, que ainda tem muitos efeitos colaterais.
Testes clínicos de uma vacina contra a AIDS estão sendo realizados no Quênia. Há ainda um longo caminho a percorrer: no melhor dos casos, a vacina estaria pronta em oito anos. É muito tempo para um continente como a África, onde o vírus se alastra de forma incontrolável - a ponto de o presidente do Quênia, Daniel Moi, pedir à população que se abstenha de sexo por pelo menos dois anos. Nesse país, as estimativas são de 700 mortes por dia e 2,2 milhões de contaminados, de um universo de 30 milhões de quenianos. O governo anunciou a importação de 300 milhões de preservativos, mas encontrou forte resistência de líderes cristãos e muçulmanos, que condenam a contracepção e pedem que se promova mais fortemente a abstinência.
No Brasil, um dos países que mais destaca-se por promover com sucesso o combate a doença, as estatísticas mais recentes do governo apontam as capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre como as com maior número de portadores do HIV. Até hoje, os números oficiais apontam 203 mil casos de AIDS no Brasil desde 1980, sendo 74% em homens. A taxa de incidência, que era em torno de 14 casos por 100 mil habitantes desde 1998, baixou para 11,2 e vem caindo.
O Brasil é líder em distribuição gratuita do coquetel retro-viral no mundo; estima-se que mais de 100 mil portadores brasileiros recebem-no sem custo algum. O país vem produzindo medicamentos anti-HIV desde 1994 - dos 12 remédios do coquetel, 7 são fabricados aqui. A fabricação caseira faz o custo do coquetel baixar para pouco menos de 5 mil dólares/ano por paciente (nos EUA, o valor ultrapassa 10 mil dólares). Segundo o Ministério da Saúde, os gastos com remédios compensam por gerar economias de até 80% nos casos de internação em hospitais - além, é claro, do aspecto humano. Com a ação do governo, o número de mortes caiu pela metade, a taxa de novos casos estabilizou-se e a propagação do vírus foi estancada.
Recentemente, travou-se uma batalha na Organização Mundial de Comércio para que o acesso a medicamentos contra a AIDS suplante o direito de patente de empresas farmacêuticas. Muitos dos medicamentos do coquetel anti-HIV são fabricados como genéricos, principalmente no Brasil e na Índia. Os laboratórios reclamam que, sem royalties, não há dinheiro para pesquisas contra a doença; já as ONGs acusam a lei de patentes de responsável pelo genocídio. Um acordo internacional prevê que a patente de um medicamento dure 20 anos, mas no Brasil essa proteção pode ser ignorada em situações de emergência nacional - cláusula constitucional que nunca foi colocada em prática para evitar um choque com as multinacionais. A situação brasileira recebeu amplo apoio de ONGs internacionais, e o acordo acabou favorecendo o país, que beneficiará-se de altos descontos nos produtos importados.
Há até uma lei, aguardando votação em plenário, para aprovar a inserção de uma mensagem antes dos filmes pornográficos, dizendo "Faça sexo seguro: use camisinha". A lei, de autoria do deputado Fernando Gonçalves (PTB), prevê a mensagem nas fitas de filmes eróticos alugadas ou vendidas no Brasil.
Não compartilhar seringas (para os usuários de drogas injetáveis) e usar camisinha é o único meio eficaz de evitar a

AIDS é a sigla em inglês para Síndrome da Imuno-Deficiência Adquirida. É um processo viral que ataca o sistema imunológico humano e destrói as células que defendem o organismo contra infecções. Quando isso ocorre, a pessoa fica vulnerável a uma grande variedade de doenças graves, como pneumonia, tuberculose, meningite e câncer, por exemplo. São estes malefícios oportunistas que podem levar o doente de AIDS à morte.
Comprovadamente, a transmissão do vírus pode dar-se por meio de transfusões sangüíneas, pelo uso compartilhado de seringas e/ou agulhas e nas relações sexuais. A mãe portadora do vírus também pode transmitir o HIV a seu filho durante a gravidez, no parto ou pelo aleitamento materno.
contaminação. (Sem contar, é claro, a possibilidade de castidade.) É preciso tomar cuidado para colocá-la corretamente; caso contrário ela pode estourar e arruinar qualquer proteção. Muitas pessoas relutam ou mesmo negam-se a usar o preservativo, alegando que, além de quebrar o clima durante a transa, ele diminui a sensibilidade e o prazer da relação sexual. Quanto ao primeiro ponto, vale o clichê: use a criatividade pra não deixar a peteca cair. Já em relação à sensibilidade, não há muito o que fazer. É um incômodo? É. Tem alternativa? Não.
A camisinha feminina, ainda pouco popular, tem recebido grande aceitação pela ONGs, pelo fato de que, finalmente, as mulheres podem ter mais controle da situação - ao invés de simplesmente sujeitarem-se ao homem. Em 2000 foi prevista a distribuição de 2 milhões de preservativos femininos no Brasil, além de 200 milhões de camisinhas masculinas. Colocado da mesma forma que um absorvente íntimo, a camisinha feminina ainda padece de pouca divulgação.
De qualquer forma, é confortante notar o esforço, em especial do Brasil, em prevenir a população e tratar os doentes de AIDS. Nosso país é modelo na estão dessa pandemia para todo o mundo. Resta aguardar o desfecho das negociações da ONU e da OMS para uma ação mais eficaz na África, que se vê em meio ao caos total. Infelizmente, os remédios custam muito caro - e geram muito lucro: a indústria farmacêutica da AIDS movimenta, só no Estados Unidos, 2,5 bilhões de dólares por ano. E a nós resta a prevenção, tanto contra o contágio, bem como contra o preconceito. Ainda tem muita gente que se diz "esclarecida" que evita até mesmo tocar um portador do HIV - e AIDS só se transmite no contato entre os fluidos sexuais ou do sangue. Use sua consciência e faça sexo seguro.




Creditos do video: youtube.com



Mais informações: http://www.aids.gov.br/

2 comentários:

  1. Belíssima postagem!!
    Acredito que com esta leitura muita gente pode ressignificar sua ação no que tange ao sexo sem a devida proteção, sem esquecer da promiscuidade que assola a juventude,em especial.

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  2. amores venho parabenizá-los pelo trabalho interessante.Deixo como susgestão que atividade práticas no tocante a AIDS e a dengue fossem realizadas dentro da escola e na comunidade.Desde já me coloco a disposição para ajudá-los no que for preciso.
    forte abraço, professora juciene.

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